Orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro grava arranjo que homenageia Brasília no 60º aniversário – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

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Dois hinos à capital, música alusiva a JK e composição de Tom e Vinícius fundem-se ao tradicional parabéns

 

Um vigoroso coral de metais, composto por trompetes, trompas, trombones e tuba, abre a composição que a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) preparou em homenagem aos 60 anos de Brasília. A apresentação também é parte do Festival Cantando Para Brasília, evento on-line da Secretaria de Cultura e Economia Criativa para celebrar o aniversário da capital durante à pandemia de coronavírus (Covid-19).

 

“Encomendamos um arranjo específico com citações de músicas que fazem parte da história da capital”, explica o regente da Sinfônica, Cláudio Cohen. O “Hino de Brasília” (Neusa França/Geir Nuffer Campos, 1960), “Brasília, Capital da esperança” (Ariovaldo Pires/Simão Neto/Enrico Simonetti, 1960), “Peixe Vivo” (folclore, domínio público) e “Água de Beber” (Jobim/Vinícius, 1961) somam-se ao tradicional “Parabéns pra você” num lindo arranjo incidental.

 

Além dos dois hinos – o oficial, por decreto do então presidente João Goulart, e o extra-oficial, respectivamente –,“Peixe Vivo” reconhece o papel do chefe de estado que construiu a cidade. Juscelino Kubitschek sempre teve nessa peça do folclore uma espécie de vinheta de sua trajetória política a partir da Diamantina (MG) natal. “Água de beber” faz parte dos relatos da construção de Brasília, quando os músicos cariocas da Bossa Nova passaram dias ensolarados no Catetinho e tiraram de suas fontes naturais a inspiração para um dos sucessos da dupla.

 

“Podemos chamar a composição final de ‘medley’ ou ‘fantasia’ sobre os cinco temas musicais”, ensina o arranjador e solista de clarineta da OSTNCS Marcos Cohen, doutor em Música pela Universidade Federal da Bahia e desde 2005 no prestigioso posto da Sinfônica em Brasília. Ele ficou encarregado de orquestrar a homenagem.

 

A gravação repetiu uma operação complexa, em que cada músico recebeu por WhatsApp ou e-mail sua partitura individual e um áudio como guia de gravação. “Se preciso, disponibilizamos também a partitura do maestro. Cada músico grava em casa, ouvindo a guia e acompanhando a partitura”, relata Marcos.

 

Dificuldades? “Sim, de afinação e de precisão rítmica, uma vez que cada um executa sozinho a sua parte, sem ouvir o restante da orquestra como nos ensaios”, esclarece. “Mas são todos profissionais muito capazes de contornar os obstáculos”, elogia os colegas.

 

O arranjador conta que fez uma orquestração completa, envolvendo 69 músicos. “Os solos foram compartilhados, em momentos diferentes, por quase todos os naipes da Sinfônica”, esclarece.

 

Os arquivos de imagem e áudio voltaram a passar nas mãos do trompista Ellyas Lucas Souza e Veiga, que perdeu a conta do tempo diante do computador, editando o material. “Está sendo um desafio bem grande, mas o resultado está bonito”, diz ele.

 

O vídeo inclui imagens de cartões postais de Brasília, como Teatro Nacional, Museu da República, Memorial JK e outros, com cessão gratuita de vídeos aéreos pelo jornalista brasiliense Daniel Zukko, criador do programa #Minhabrasilia, de entrevistas com personalidades na capital.

 

Ele diz que aceitou participar da homenagem em razão do amor pela cidade, que considera “o melhor lugar do planeta”. Para não deixar dúvidas disso, complementa: “Trago Brasília tatuada no corpo e a levo para onde vou”.

 

Confira a seguir a homenagem da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro aos 60 anos de Brasília:

 

 

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